Em cenário de acentuada instabilidade geopolítica e econômica internacional, o Fundo Monetário Internacional divulgou revisão favorável ao Brasil em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial, elevando a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro de 1,6% para 1,9% em 2026, em contramão à tendência global de rebaixamento das estimativas. O crescimento do PIB mundial foi revisto de 3,3% para 3,1%, reflexo direto dos impactos do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã sobre os preços de energia, a confiança dos agentes econômicos e as cadeias produtivas globais. O Brasil, na avaliação do FMI, beneficia-se de sua condição de exportador líquido de energia e commodities estratégicas em um ambiente em que esses ativos se valorizam frente à incerteza. O Boletim Focus do Banco Central, por sua vez, indica que o mercado financeiro projeta crescimento de 1,85% para o país em 2026, com inflação official chegando a 4,8% — acima do centro da meta — e taxa Selic encerrando o ano em 13% ao ano, elevação motivada pela necessidade de ancorar expectativas inflacionárias num ambiente externo adverso. Os investimentos em infraestrutura continuam como vetor de sustentação do crescimento, com projeções de que superarão R$ 300 bilhões em 2026, impulsionados pelo capital privado atraído pelos marcos regulatórios dos setores de energia, saneamento e transportes. O desafio que se apresenta ao governo é o de converter o bom desempenho relativo em aceleração sustentável, superando o gargalo histórico do elevado custo do crédito, da carga tributária e da insegurança jurídica que ainda inibem o investimento produtivo de longo prazo.
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Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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